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Câncer em mulheres: É mais comum do que você imagina.

 Emmanuela Loiola na Doctoralia Marque sua consulta em Aracaju-SE

Medos, efeitos traumáticos, perda de órgãos, quimioterapias e radioterapias?




 Créditos imagem: http://jmcarvalho.hospedagemdesites.ws/2017/05/31/direitos-da-pessoa-com-cancer/


O Câncer
         Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo. Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida. Os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. Por exemplo, existem diversos tipos de câncer de pele porque a pele é formada de mais de um tipo de célula. Se o câncer tem início em tecidos epiteliais como pele ou mucosas ele é denominado carcinoma; em tecidos conjuntivos como osso, músculo ou cartilagem é chamado de sarcoma. Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes (metástases). O Câncer é uma doença mais temida atualmente. O diagnóstico, para muitas pessoas, pode significar a perspectiva de morte, mutilação, dor e incurabilidade. Tudo isso, gera uma necessidade de cuidar das pessoas que passam por isso, dando atenção a aspectos comportamentais, físicos, cognitivos para melhoria de qualidade de vida da pessoa que tem câncer. Conforme pesquisa do projeto Globocan/Iarc (INCA, 2012), nas mulheres as maiores freqüências de câncer encontradas foram: em primeiro lugar o de mama (25,2%), em segundo o de intestino (9,2%), o terceiro o de pulmão (8,7%), o quarto de colo do útero (7,9%) e quinto de estômago (4,8%). As pacientes com câncer em processo de tratamento podem sofrer perdas em sua qualidade de vida devido aos sintomas da doença, além dos efeitos adversos do tratamento quimio e radioterápico. A Dor, os exames invasivos, alterações na percepção do próprio corpo, mudanças de papel social, isolamento e a dependência de seus cuidadores, medos e incertezas associadas ao tratamento, aumentam a vulnerabilidade de pacientes e familiares para transtornos mentais. Isso é um ponto de atenção e que deve ser pesado no tratamento quanto aos fatores de riscos: psicológicos, físicos e sociais. O Câncer é multicausal, ou seja,  não tem uma causa única, tendo como fatores relacionados: idade, fatores endócrinos/história reprodutiva, fatores comportamentais/ambientais e fatores genéticos/hereditários.

Câncer e a questão da mulher?

         Para Gianini (2007), o câncer tem suas diferenças no enfrentamento dos homens e mulheres. Nas mulheres, relacionadas as questões socioculturais. A mulher quando diagnosticada com câncer de mama, sente-se invadida na sua individualidade e exposta fisicamente, podendo levar a depressão e perda de auto-estima. Estas mudanças no corpo feminino mudam a representação deste corpo da mente feminina e mexe com a identidade feminina. Por questões sociais e culturais as mulheres tendem a buscar maior apoio social e demonstrar mais seus sentimentos no enfrentamento da doença. O comportamento feminino na maioria das vezes é de prevenção e auto-exame, o que permite estarem atentas as mudanças nas diversas variações da doença. Na nossa cultura, homens e mulheres comportam-se diferentes, utilizando de diversas formas de adaptação psicossocial nas diferentes etapas do tratamento oncológico. É importante estarmos atento as especificidades para contribuir na reabilitação e na melhora na qualidade de vida da pessoa.

Quais os sintomas?
·         Perda de Peso Inexplicada
·         Febre
·         Fadiga
·         Dor
·         Alterações na pele
·         Mudança nos Hábitos Intestinais ou da Função da Bexiga
·         Ferida que não Cicatriza
·         Manchas Brancas na Boca ou Língua
·         Hemorragia
·         Espessamento ou Nódulo na Mama ou em outras Partes do Corpo.
·         Indigestão ou Dificuldade para Engolir
·         Alterações numa Pinta ou qualquer Mudança na Pele
·         Tosse Persistente ou Rouquidão
·         Entre outros

É importante sinalizar que nem todos têm os sintomas descritos e que deve ser avaliado por profissional. Bem como, os graus do quadro apresentado, como sintomas variam de pessoa.  

Quais as complicações do Câncer?

Quando o câncer não é diagnosticado e nem tratada pode levar a sérias complicações. A vida da pessoa é afetada de forma sistêmica, podendo evoluir, caso não ocorra tratamento e pode ocorrer risco de vida.

Como é o tratamento?

O tratamento deve ser feito por equipe de saúde multiprofissional composta de: médicos, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, entre outros.  A partir de um diagnóstico. Uso de medicamentos, radioterapia, quimioterapia pode ajudar na cura do câncer.  O estilo de vida da pessoa e a colaboração de profissionais apontam que os sintomas podem diminuir de forma lenta e gradual com a colaboração da pessoa atendida. Lembrando que, nunca faça uso de medicamentos sem a prescrição médica. A automedicação pode trazer prejuízos. Os efeitos psicológicos do câncer, na familia e lazer devem ter a ajuda de um Psicólogo.

Qual o papel do Psicólogo no Câncer?

O psicólogo atuante na área de psicologia oncológica visa manter o bem-estar psicológico do paciente, identificando e compreendendo os fatores emocionais que intervêm na sua saúde. Outros objetivos do trabalho desse profissional são prevenir e reduzir os sintomas emocionais e físicos causados pelo câncer e seus tratamentos, levar o paciente a compreender o significado da experiência do adoecer, possibilitando assim re-significações desse processo.


Atenção!

Se você acha que tem sintomas de câncer procure um profissional médico oncologista, este é  habilitado para orientar melhor o seu caso.

Você sabia?

            É possível com a colaboração de um Psicólogo (a) através de estratégias de enfrentamento da doença junto ao paciente com o uso de diversas abordagens dentro da área. Estudos apontam que a Psicologia, através de uso de técnicas da Terapia Cognitivo Comportamental, contribui na melhora da qualidade de vida do paciente,  através das seguintes técnicas:  administração do estresse com técnicas de relaxamento,  redução da insônia; manejo da dor, intervenções em questões relacionadas a sexualidade, principalmente após a retirada de órgãos que simbolizam a subjetividade feminina; atenção a fatores subjetivos ligados ao sobrepeso e obesidade; das intervenções sobre as doenças psiquiatras, como a ansiedade e a depressão ligadas ao câncer.   

Edição - Novembro /2017
Emmanuela Loiola
Psicóloga
CRP-19/IS-078



Psicóloga em Aracaju - Sergipe
 whatsapp: 079-998752165



Referências Bibliográficas:
GIANINI.M.S.S; Câncer e Gênero Enfrentamento da Doença. São Paulo: Universidade Católica da São Paulo: dissertação de mestrado. 2007, produzido em 07-10-2007. P.1-21. Disponível em:  < http://www.psicologia.pt/artigos/textos/A0369.pdf > Acesso em: 28 nov. 2017.

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA. Importância da Atuação do Psicólogo no Tratamento de Mulheres com Câncer de Mama. Rio de Janeiro: INCA, Revista Brasileira de Cancerologia, 2004; n. 50, v.1. p. 55-6. Disponível em:<http://www1.inca.gov.br/rbc/n_50/v01/pdf/REVISAO3.pdf > Acesso em: 25 nov. 2017.

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA. O que é o câncer?. Rio de Janeiro: INCA, 2013. Disponível em:< http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=322>. Acesso em: 25 nov. 2017.

 INSTITUTO ONCOGUIA. Sinais e Sintomas mais comuns do Câncer. Publicação:13.mai.2014. Disponível em:<http://www.oncoguia.org.br/conteudo/sinais-e-sintomas-mais-comuns-do-cancer/5574/761/.  Acesso em: 25 nov. 2017.


LOURENÇÃO. V.C; SANTOS JUNIOR. R; LUIZ, A.M.G. Aplicações da Terapia Cognitivo-Comportamental em Tratamentos de Câncer. Revista Brasileira de Terapias Cognitivas, 2010, V. 5, N. 2. Disponível em:< http://pepsic.bvsalud.org/pdf/rbtc/v5n2/v5n2a06.pdf > Acesso em: 25 nov. 2017.



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