Medos, efeitos traumáticos, perda de órgãos, quimioterapias e radioterapias?
Créditos
imagem:
http://jmcarvalho.hospedagemdesites.ws/2017/05/31/direitos-da-pessoa-com-cancer/
O Câncer
Segundo o Instituto Nacional
do Câncer (INCA), o Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100
doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de
células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase)
para outras regiões do corpo. Dividindo-se rapidamente, estas células tendem
a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores
(acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Por outro
lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de
células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido
original, raramente constituindo um risco de vida. Os diferentes tipos de
câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. Por exemplo,
existem diversos tipos de câncer de pele porque a pele é formada de mais de
um tipo de célula. Se o câncer tem início em tecidos epiteliais como pele ou
mucosas ele é denominado carcinoma; em tecidos conjuntivos como osso, músculo
ou cartilagem é chamado de sarcoma. Outras características que
diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de
multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos
ou distantes (metástases). O Câncer é uma doença
mais temida atualmente. O diagnóstico, para muitas pessoas, pode significar a
perspectiva de morte, mutilação, dor e incurabilidade. Tudo isso, gera uma
necessidade de cuidar das pessoas que passam por isso, dando atenção a
aspectos comportamentais, físicos, cognitivos para melhoria de qualidade de
vida da pessoa que tem câncer. Conforme pesquisa do projeto Globocan/Iarc
(INCA, 2012), nas mulheres as maiores freqüências de câncer encontradas foram:
em primeiro lugar o de mama (25,2%), em segundo o de intestino (9,2%), o
terceiro o de pulmão (8,7%), o quarto de colo do útero (7,9%) e quinto de estômago
(4,8%). As pacientes com câncer em processo de tratamento podem sofrer perdas
em sua qualidade de vida devido aos sintomas da doença, além dos efeitos
adversos do tratamento quimio e radioterápico. A Dor, os exames invasivos,
alterações na percepção do próprio corpo, mudanças de papel social,
isolamento e a dependência de seus cuidadores, medos e incertezas associadas
ao tratamento, aumentam a vulnerabilidade de pacientes e familiares para
transtornos mentais. Isso é um ponto de atenção e que deve ser pesado no
tratamento quanto aos fatores de riscos: psicológicos, físicos e sociais. O
Câncer é multicausal, ou seja, não tem
uma causa única, tendo como fatores relacionados: idade, fatores
endócrinos/história reprodutiva, fatores comportamentais/ambientais e fatores
genéticos/hereditários.
Câncer e a
questão da mulher?
Para Gianini (2007), o câncer tem
suas diferenças no enfrentamento dos homens e mulheres. Nas mulheres,
relacionadas as questões socioculturais. A mulher quando diagnosticada com
câncer de mama, sente-se invadida na sua individualidade e exposta
fisicamente, podendo levar a depressão e perda de auto-estima. Estas mudanças
no corpo feminino mudam a representação deste corpo da mente feminina e mexe
com a identidade feminina. Por questões sociais e culturais as mulheres
tendem a buscar maior apoio social e demonstrar mais seus sentimentos no
enfrentamento da doença. O comportamento feminino na maioria das vezes é de
prevenção e auto-exame, o que permite estarem atentas as mudanças nas
diversas variações da doença. Na nossa cultura, homens e mulheres
comportam-se diferentes, utilizando de diversas formas de adaptação
psicossocial nas diferentes etapas do tratamento oncológico. É importante
estarmos atento as especificidades para contribuir na reabilitação e na
melhora na qualidade de vida da pessoa.
|
Quais os
sintomas?
·
Perda de Peso Inexplicada
·
Febre
·
Fadiga
·
Dor
·
Alterações na pele
·
Mudança nos Hábitos
Intestinais ou da Função da Bexiga
·
Ferida que não Cicatriza
·
Manchas Brancas na Boca
ou Língua
·
Hemorragia
·
Espessamento ou Nódulo na
Mama ou em outras Partes do Corpo.
·
Indigestão ou Dificuldade
para Engolir
·
Alterações numa Pinta ou
qualquer Mudança na Pele
·
Tosse Persistente ou
Rouquidão
·
Entre outros
É importante sinalizar que nem todos
têm os sintomas descritos e que deve ser avaliado por profissional. Bem como,
os graus do quadro apresentado, como sintomas variam de pessoa.
Quais as
complicações do Câncer?
Quando o câncer não é
diagnosticado e nem tratada pode levar a sérias complicações. A vida da pessoa
é afetada de forma sistêmica, podendo evoluir, caso não ocorra tratamento e
pode ocorrer risco de vida.
Como é o
tratamento?
O tratamento deve ser feito por equipe
de saúde multiprofissional composta de: médicos, psicólogos, assistentes
sociais, nutricionistas, entre outros. A
partir de um diagnóstico. Uso de medicamentos, radioterapia, quimioterapia pode
ajudar na cura do câncer. O estilo de
vida da pessoa e a colaboração de profissionais apontam que os sintomas podem
diminuir de forma lenta e gradual com a colaboração da pessoa atendida. Lembrando
que, nunca faça uso de medicamentos sem a prescrição médica. A automedicação
pode trazer prejuízos. Os efeitos psicológicos do câncer, na familia e lazer
devem ter a ajuda de um Psicólogo.
Qual o papel do
Psicólogo no Câncer?
O psicólogo atuante na área de psicologia oncológica
visa manter o bem-estar psicológico do paciente, identificando e compreendendo
os fatores emocionais que intervêm na sua saúde. Outros objetivos do trabalho
desse profissional são prevenir e reduzir os sintomas emocionais e físicos
causados pelo câncer e seus tratamentos, levar o paciente a compreender o
significado da experiência do adoecer, possibilitando assim re-significações
desse processo.
Atenção!
Se você acha que tem sintomas de
câncer procure um profissional médico oncologista, este é habilitado para orientar melhor o seu caso.
Você sabia?
É possível com a colaboração de um Psicólogo
(a) através de estratégias de enfrentamento da doença junto ao paciente com o
uso de diversas abordagens dentro da área. Estudos apontam que a Psicologia,
através de uso de técnicas da Terapia Cognitivo Comportamental, contribui na
melhora da qualidade de vida do paciente, através das seguintes técnicas: administração do estresse com técnicas de
relaxamento, redução da insônia; manejo
da dor, intervenções em questões relacionadas a sexualidade, principalmente
após a retirada de órgãos que simbolizam a subjetividade feminina; atenção a
fatores subjetivos ligados ao sobrepeso e obesidade; das intervenções sobre as
doenças psiquiatras, como a ansiedade e a depressão ligadas ao câncer.
Edição - Novembro
/2017
Emmanuela Loiola
Psicóloga
CRP-19/IS-078
Psicóloga em Aracaju - Sergipe
whatsapp: 079-998752165
Referências Bibliográficas:
GIANINI.M.S.S;
Câncer e Gênero Enfrentamento da Doença. São Paulo: Universidade Católica da
São Paulo: dissertação de mestrado. 2007, produzido em 07-10-2007. P.1-21. Disponível em: < http://www.psicologia.pt/artigos/textos/A0369.pdf > Acesso em: 28 nov. 2017.
INSTITUTO
NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA. Importância da Atuação do Psicólogo no Tratamento de Mulheres com
Câncer de Mama. Rio de Janeiro: INCA, Revista Brasileira de Cancerologia,
2004; n. 50, v.1. p. 55-6. Disponível em:<http://www1.inca.gov.br/rbc/n_50/v01/pdf/REVISAO3.pdf > Acesso em: 25 nov. 2017.
INSTITUTO
NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA. O que é o câncer?. Rio de Janeiro: INCA, 2013.
Disponível em:< http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=322>. Acesso em: 25 nov. 2017.
INSTITUTO ONCOGUIA. Sinais e Sintomas mais comuns do Câncer. Publicação:13.mai.2014. Disponível em:<http://www.oncoguia.org.br/conteudo/sinais-e-sintomas-mais-comuns-do-cancer/5574/761/. Acesso em: 25 nov. 2017.
LOURENÇÃO.
V.C; SANTOS JUNIOR. R; LUIZ, A.M.G. Aplicações da Terapia
Cognitivo-Comportamental em Tratamentos de Câncer. Revista
Brasileira de Terapias Cognitivas, 2010, V. 5, N. 2. Disponível em:< http://pepsic.bvsalud.org/pdf/rbtc/v5n2/v5n2a06.pdf > Acesso em: 25 nov. 2017.

