Falta de disposição, tristeza constante e perda de interesse em atividades que antes davam prazer?
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A Depressão
A depressão é uma doença incapacitante, se não tratada. Atualmente,
a depressão atinge uma parcela significativa da população mundial, e vem
aumentando consideravelmente em relação à última década, conforme Organização
Mundial de Saúde, 2017. Há previsões que em 2020, poderá ser uma das maiores doenças
incapacitantes, após as doenças cardíacas (Levav e Wolfgang apud Camargo
e Andretta, 2013). É
considerada multi-causal, podendo ser: de ordem biológica, ambiental, social,
psicológica e da história pessoal. Isso explica uma depressão causada por uma
questão fisiológica, de ordem: endócrina, neurológica, nutricional, infecciosa
e de neoplasias; Bem como, a ambiental e social, que a pessoa convive com um
meio hostil com ausência de relacionamento de confiança e apoio social; Além de
uma história de vida marcada por momentos negativos e de baixa auto-estima e
auto-conceito. Pesquisas apontam para
déficits de memória associados à depressão são similares a pacientes que tem
disfunção neurológica subcortical, o que demonstra uma possível evidência de
alterações no cérebro do indivíduo. A
depressão pode acontecer em qualquer idade e com qualquer pessoa, e em momentos
da vida mais difíceis como: separação, perda de um ente querido, perda de
emprego, entre outros. É importante ficar atento aos sintomas, duração dos
sintomas e o impacto sobre a vida da pessoa.
Quais os sintomas?
Principais sintomas:
·
Humor
deprimido
·
Perda
de interesse e prazer
·
Dificuldade
de concentração.
·
Perda
ou ganho significativo de peso
·
Sono
excessivo ou insônia quase todos os dias
·
Cansaço
constante
·
Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva
·
Pensamentos recorrentes de morte, não somente, medo
de morrer.
·
Outros.
É importante sinalizar que nem todos
têm os sintomas descritos, mas umas apresentam uns e outras apresentam outros.
Bem como, os graus de cada sintoma pode variar.
Quais as complicações da Depressão?
Quando a depressão não é
diagnosticada e nem tratada pode levar a sérias complicações. A vida da pessoa
é afetada de forma que pode não conseguir ter uma vida social saudável, com
problemas constantes em relacionamentos, comportamentos e desprazer em relação às
atividades que davam prazer antes. Pode ocorrer risco de vida, já que é
possível, a partir de ideações suicidas.
Como é o tratamento?
O tratamento deve ser feito por equipe
de saúde mental multiprofissional psiquiatra e/ou psicólogo a partir de um
diagnóstico. Estudos apontam que a psicoterapia Cognitiva Comportamental tem
uma efetividade no tratamento, através da revisão de crenças, comportamentos e
emoções – relacionados aos sintomas de cada indivíduo. Os sintomas poderão
diminuir de forma lenta e gradual com a colaboração da pessoa atendida. Lembrando
que, nunca faça uso de medicamentos sem a prescrição médica. A automedicação
pode trazer prejuízos.
Atenção!
Se você acha que tem sintomas de
depressão procure um profissional, este é
habilitado para orientar melhor o seu caso.
Você sabia?
O
Estigma é um termo no dicionário que significa, “ Marca, cicatriz perdurável”. Este termo é muito utilizado na saúde mental,
como forma de sinalizar o sofrimento de pessoas que apresentam alguma
dificuldade de saúde mental. Por medo e vergonha muitas pessoas não buscam
ajuda. Apresentando a desculpa de um
rótulo social (estigma) de que: “eu não sou louco”, uma justificativa de quem
pensa as questões mentais como uma marca a ser escondida. Por sua vez, uma
parte da sociedade ainda “leiga” rotula as pessoas de “loucas” sem ao menos
saber do que se trata. Esta visão, não colabora e não contribui em nada para
melhorar a saúde das pessoas de maneira geral. Caso conheça alguém que ainda
pense, que quem busca ajuda na área de saúde mental é “louco”. Converse com
ele, mostre que esta pessoa quer ter saúde e ter uma vida digna.
Edição - Novembro /2017
Emmanuela Loiola
Psicóloga
CRP-19/IS-078
Psicóloga em Aracaju - Sergipe
whatsapp: 079-998752165
Referências:
ARAUJO, Álvaro Cabral
e LOTUFO NETO, Francisco. A nova
classificação Americana para os Transtornos Mentais: o DSM-5. São Paulo: Revista Brasileira de Terapia
Cognitiva, 2014. n.1, v.16. p. 67-82.
BARLOW,
D. H.; DURAND, V. M. Psicopatologia: Uma abordagem integrada. São Paulo:
Cengage Learning, 2008
CAMARGO, J.; E ANDRETTA, I. Terapia Cognitivo-Comportamental para Depressão: Um caso clínico. Porto Alegre – RS: Universidade Católica do Rio Grande do Sul: Contextos Clínicos. 2013, n.1, v.6, p. 25-32.
DEL PORTO, José Alberto. Conceito e diagnóstico.
São Paulo: Revista
Brasileira de Terapia Cognitiva, 1999, s.1, v.21. p. 06-11.
ORGANIZAÇÃO
MUNDIAL DA SAÚDE. CID-10 Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas
Relacionados à Saúde. 10a rev. São Paulo: Universidade de São Paulo; 1997. v.1
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PORTO, P.; HERMOLIN, M. e VENTURA, P;. Alterações
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Brasileira de Terapia Comportamental
e Cognitiva. 2002. n.1,
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PRIBERAM. Dicionário de Língua Portuguesa. Estigma.
Disponível em: <www.priberam.pt/DLPO/ >. Acesso em: 16.nov.2017.

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